Uma das missões da CNI é municiar o setor industrial com dados estatísticos confiáveis de todos os agentes da economia brasileira. A instituição produz documentos e estudos sobre a indústria e o seu entorno econômico, social e político como a pesquisa Indicadores Industriais, a Sondagem Industrial e o Índice de Confiança do Empresário Industrial.
Segundo Maria Cecília Rabello, analista da área de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, esse é um serviço considerado estratégico pela confederação, pois traz subsídios para a tomada de decisão da CNI e dos empresários brasileiros. Nesses estudos estão disponíveis índices de vendas, emprego, horas trabalhadas na produção; uso da capacidade na indústria; estoque de produtos finais; estoque de matérias-primas; índice de confiança do empresário; entre outras informações.
A CNI trabalha com dois tipos de pesquisas, as quantitativas e as de tendência representadas pelas Sondagens. De acordo com Maria Cecília, normalmente, as pesquisas demandam o sorteio de amostras de empresas de pequeno, médio e grande portes de todos os setores do país, localizados nos 27 estados. “Na Sondagem Industrial, por exemplo, os resultados dessas pesquisas são qualitativos para medir a avaliação do empresário, identificar tendências, passado e futuro. São dados muito aguardados pelo meio industrial”, afirma.
Até o primeiro semestre de 2008, os empresários respondiam aos questionários dessas pesquisas através de e-mail, fax ou correios. Mesmo sendo enviadas por e-mail, as respostas chegavam para a equipe de pesquisas da CNI como se fossem cartas, pois os e-mails ainda precisavam ser impressos e encaminhados aos digitadores para inserção na base de dados.
O recebimento de questionários por fax, também não era perfeito. “Nós acabávamos perdendo informações, porque as respostas chegavam, muitas vezes, manchadas ou cortadas, impactando na qualidade. O custo com papel para o envio dos questionários, as postagens no correio e os envelopes eram também fatores que preocupavam nossa área. Até as greves dos correios e a distância de certas empresas influenciam no nosso trabalho”, explica Maria Cecília.